Famílias costumam chegar às visitas com uma mistura de esperança, culpa, raiva e medo. Isso é compreensível. O problema é quando essas emoções viram comportamento: discussões, chantagens, barganhas, excesso de presentes, dinheiro “para ajudar”, pedidos de exceção.

Por isso, reintegração familiar precisa de regras. Não por formalidade, mas para garantir:

  • segurança do ambiente
  • estabilidade emocional do acolhido
  • proteção do coletivo
  • coerência com o plano terapêutico

Quando e como a visita acontece

A reintegração familiar (visita) é concedida após o período de adaptação.
Ocorre aos domingos, das 13:00 às 17:00, com encerramento às 17:00.

Cada acolhido pode receber até 5 visitantes acima de 13 anos.
Visitantes com menos de 13 anos podem ser admitidos se houver vínculo familiar comprovado e se fizerem parte de grupos de apoio, conforme orientação institucional.


Regras para família (por que são necessárias)

Durante a visita, cabe à família:

  • manter postura adequada e respeito às normas;
  • visitar apenas áreas autorizadas;
  • não acessar quartos, não deitar em camas e não transportar alimentos/objetos sem autorização;
  • não entregar dinheiro ou itens diretamente aos acolhidos;
  • manter organização e silêncio conforme diretrizes da equipe.

Essas regras combatem o “atalho familiar”: quando a família tenta aliviar desconforto com exceções, ela sem querer reintroduz o mesmo padrão que adoece: impulso → alívio imediato → consequência depois.


Regras para o acolhido no dia de visita (resumo público)

No dia de visita, o acolhido deve:

  • permanecer nas dependências;
  • não usar celular de familiares;
  • não receber dinheiro/cigarros;
  • não aceitar alimentos para consumo individual;
  • seguir orientação da equipe técnica.

Como fazer uma visita “terapêutica” (sem terapia caseira)

Faça:

  • conversa simples, respeitosa, sem interrogatório;
  • reforço de processo (“um dia de cada vez, com rotina”);
  • metas pequenas (“cumprir semana com disciplina”).

Evite:

“testar” o acolhido (“se você me ama…”).

discutir passado como acusação;

trazer conflitos conjugais para o ambiente;

prometer recompensas;


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